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As adenoides situam-se no fundo da boca e na parte posterior da garganta. Existe uma série de estruturas de tecido linfático que formam um anel defensivo na porta do aparelho respiratório da criança. Denomina-se anel linfático de Waldeyer e é constituído pelas seguintes estruturas: na parte posterior da língua, incluídas nela, podem ver-se as amígdalas, situadas em forma de “v” que, por isso, se denominam “v lingual”; de ambos os lados da garganta observam-se as amígdalas palatinas (quando se infetam diz-se que a criança padece de anginas); na parte posterior da faringe encontram-se as amígdalas adenoides que não são visíveis pois ficam ocultas pelo palato mole e cuja inflamação se chama adenoidite.
Dito de outra forma, “ter adenoides” é o normal. A ausência de adenoides seria o patológico. Uma coisa é ter as adenoides infetadas, o que necessita de um tratamento, e outra bem diferente é tê-las de um tamanho grande. A maioria das crianças tem as amígdalas grandes, é algo que se deve considerar fisiológico até aos oito anos de idade, aproximadamente, e tal não é motivo para a sua extração.
Por vezes, devido à grande proximidade das adenoides com as trompas de Eustáquio, produzem-se otites médias que reincidem com frequência. Se a tendência a padecer deste tipo de infeção, ou a sua cronicidade, coincide com um tamanho exagerado das adenoides, a sua eliminação é indicada, pois poderiam ser a causa daquele transtorno. O mesmo acontece se estas estruturas se consideram responsáveis por infeções reincidentes ou crónicas das fossas nasais ou dos senos paranasais.
A eliminação total das adenoides é quase impossível: as adenoides estão coladas à mucosa da faringe, pelo que, quase sempre, ficam restos que se podem regenerar com o tempo. Esta característica de reprodução não é um impedimento para a sua extração, quando necessária, já que, especialmente em meninos menores de 18 meses, esta é orientada para resolver um problema temporal que não pode ser solucionado de outra forma.
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