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Durante a gravidez, as hormonas produzidas pela tiroide asseguram ao bebé um desenvolvimento normal do cérebro e dos núcleos de ossificação. Nos primeiros meses de gestação, a tiroide do feto ainda não funciona e é a mãe quem lhe proporciona as hormonas necessárias. Por este motivo, não se pode subestimar qualquer alteração no funcionamento da tiróide da mamã e é imprescindível a realização de todas as análises recomendadas antes e durante a gravidez.
A hiperfunção da tiroide (hipertiroidismo) é bastante rara, mas, por outro lado, o hipertiroidismo na gravidez é um transtorno muito frequente e, muitas vezes, é devido a uma carência de Iodo. De facto, este mineral é um componente essencial na síntese das hormonas tiroideias e, apesar da necessidade diária deste elemento ser muito baixa (um adulto necessita de entre 140 e 150 microgramas e um micrograma corresponde à milionésima parte de um grama) é muito difícil satisfazê-la porque o iodo é um mineral raro e pouco presente nos alimentos. Num estudo realizado em 2013, com grávidas, chegou-se à conclusão que 83% das grávidas do continente consumiam menos iodo do que o recomendado (apenas 17 % tinham os valores adequados). Realizaram-se ainda outros estudos e houve algumas medidas para o incremento do consumo de iodo.
Assegurar a quantidade diária necessária de iodo durante a gravidez é a primeira precaução fundamental para diminuir o risco de hipotiroidismo: