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O aborto espontâneo é a perda da gravidez antes das 20 semanas. Antes da futura mamã saber que está grávida estima-se que até cerca de 40 – 50% dos óvulos fecundados morrem e são abortados espontaneamente.
Perante a ameaça de um aborto espontâneo, na maioria dos casos, a única coisa que se pode fazer é descansar uma vez que, normalmente, não existem medicamentos capazes de combater uma ameaça de aborto.
Apesar da perda de uma gravidez ser um fenómeno relativamente frequente, trata-se de uma experiência dolorosa e angustiante para a família. Em muitos casos, a prevenção, o controlo médico e a eliminação dos fatores de risco podem ser uma grande ajuda nas futuras gravidezes.
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Entre as gravidezes conhecidas (a mulher sabe que está grávida), a taxa de aborto espontâneo encontra-se entre os 10 e os 15 % e, geralmente, entre as 7 e as 12 semanas de gravidez.
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Sintomas do aborto espontâneo
Os sintomas mais comuns de um aborto espontâneo são o sangramento vaginal e as dores abdominais. Estes sintomas aparecem tanto quando há uma ameaça de aborto, como quando o bebé já se perdeu e a gravidez foi interrompida. Os sintomas são os seguintes:
Não obstante, alguns destes sinais são frequentes durante os primeiros meses de gravidez sem que sejam sintomas de um aborto espontâneo.
Um aborto espontâneo não influencia negativamente o andamento de uma gravidez posterior. 15 a 18 % das gravidezes interrompem-se nos primeiros 120 dias. Assim, a perda de uma gravidez é um acontecimento frequente mas não está relacionado com patologias necessariamente destinadas a repetir-se.
Na maioria dos casos, o aborto acontece porque o feto não é saudável e este motivo impede que a gestação chegue ao seu termo. Inclusivamente depois do segundo episódio, a probabilidade de que o aborto se repita é de 20 %, aproximadamente.
Apenas depois de um terceiro episódio se pode falar de abortos recorrentes, e a possibilidade de enfrentar outro fracasso sobe aos 30%. Nestes casos, pode pensar em consultar um centro especializado para investigar as causas. Algumas tratam-se com fármacos (por exemplo, os desequilíbrios hormonais ou os problemas de coagulação do sangue que impedem uma correta irrigação da placenta). Noutros casos pode fazer-se uma intervenção cirúrgica (quando o útero apresenta malformações). É indispensável efetuar também um mapa cromossómico que serve para averiguar se os pais têm anomalias que causam o aborto devido ao facto da conjugação que se dá na conceção ter uma bagagem genética imperfeita. Em muitos casos, é aconselhável voltar a tentar, dado que não é certo que a combinação desfavorável se repita.
Na maioria dos casos, quando acontece um aborto espontâneo a mulher não necessita de nenhum tratamento. O útero esvazia de um modo natural, como se se tratasse de uma menstruação intensa. Por isso, muito frequentemente, se a mulher não sabia do seu estado, é muito provável que o aborto passe quase despercebido. A mulher pode vê-lo como um atraso menstrual.
Se, por outro lado, a mulher é consciente do seu estado, é muito aconselhável que, depois de sofrer uma perda destas, vá ao ginecologista para que este faça uma exploração clínica. Se esta mostrar que ficou tecido no útero ou a mulher tiver hemorragias intensas, será necessário um tratamento para esvaziar o útero. Existem dois tipos de tratamento:
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