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A restrição do crescimento intrauterino é um termo médico que se utiliza para aludir aos atrasos que se produzem na evolução comum de um feto durante a gravidez.
Existem diferentes causas que podem provocar este tipo de crescimento anormal do feto. Podem agrupar-se da seguinte forma:
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Mais conhecido como RCIU simétrico, o CIR de tipo 1 acontece durante o primeiro trimestre de gravidez. Este tipo de quebra no crescimento faz com que haja um crescimento diminuído mas proporcional e simétrico da cabeça, abdómen e ossos longos.
Nestes casos, o bebé recebe um pouco menos de alimento do que precisaria, por isso é aparentemente mais pequeno, ou, em alternativa, trata-se de uma informação genética que herdou da sua família.
O RCIU assimétrico regista-se na fase de hipertrofia celular, a partir da 32ª semana de gravidez. O obstetra poderá detetá-lo se o feto tem a cabeça, os ossos longos e o abdómen maiores do que as restantes partes do corpo sendo, portanto, um crescimento desigual. O feto manda todos os nutrientes para o cérebro e partes mais importantes do corpo para o seu desenvolvimento.
O RCIU misto acontece a meio da gravidez: o feto passa de ser pequeno e proporcional a ser mais pequeno mas assimétrico.
Consoante o grau e tipo de CIR as recomendações podem ser bastantes diferentes. Se se tratar de um transtorno leve, a indicação do obstetra será de repouso, controlo do stress e relaxamento. A melhor posição para descansar será do lado esquerdo, pois esta posição ajuda a uma melhor circulação do sangue. Ainda assim, o profissional pode aconselhar algum tipo de dieta com mais proteínas.
Se existir sofrimento fetal, o mais provável é analisar-se a sua maturação pulmonar e decidir se se deverá provocar o parto. Existe a possibilidade do bebé apresentar malformações incompatíveis com a vida pelo que, de igual modo, se tem de provocar o parto. Os que apresentarem um percentil inferior a 10 têm um verdadeiro risco de falecer.
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Cerca de metade dos bebés que sofreram de algum tipo de crescimento anormal durante a gravidez nascem com defesas baixas, problemas respiratórios e metabólicos e hipotermia. Podem nascer com pouco peso, mas estima-se que aos três meses já se poderão equiparar a um bebé que não tenha sofrido desta patologia.
Nos tipos de crescimentos provocados por causas que dependem da mamã é ela quem deve mudar de hábitos para que o resto da gravidez se desenrole com normalidade e o bebé alcance o peso adequado. Por isso é tão importante que deixe de fumar e evite o stress. Também é importante que a dieta da mulher gestante seja equilibrada, especialmente se apresenta este tipo de condição.
No caso de se tratar de um CIR relacionado com doenças maternas prévias, o controlo por parte do médico deverá ser mais exaustivo do que no caso de uma grávida normal.